Blog

02 Abr

Aplicações envolvendo agentes patogênicos no cenário atual - COVID-19: contenção e preparo de amostras.

A classificação de agentes com base em seu risco biológico é fundamental para um trabalho que envolva materiais patogênicos. Os agentes biológicos patogênicos para a saúde humana são distribuídos em classes de risco biológico em função de critérios tais como a gravidade da infecção, estabilidade do agente, nível de capacidade de se disseminar no meio, modo de transmissão, da existência ou não de medidas prolifáticas, como vacinas e da existência ou não de tratamento eficazes. Existem outros fatores que também são levados em consideração, como as vias de infecção, existência ou não do agente no país e sua capacidade de se implantar em uma nova área onde seja introduzido.
      A análise de risco deve ser orientada por parâmetros com relação à classificação de risco do agente biológico, nível de contenção e ao tipo de procedimento/técnica realizado. Os agentes biológicos que afetam a saúde humana são distribuídos em classes de risco, conforme segue a relação abaixo:

Classe de risco 1 (baixo risco individual e para a comunidade)
Nesta classe inclui os agentes biológicos conhecidos por não causarem doenças no homem ou em animais adultos sadios. Exemplos: Lactobacillus spp e Bacillus subtilis.

Classe de risco 2 (moderado risco individual e limitado risco para a comunidade)
Inclui os agentes biológicos que provocam infecções no homem ou nos animais, cujo potencial de propagação na comunidade e de disseminação no meio ambiente é limitado. Exemplos: Schistosoma mansoni e vírus da rubéola.

Classe de risco 3 (alto risco individual e moderado risco para a comunidade
Inclui os agentes biológicos que possuem capacidade de transmissão, em especial por via respiratória, e que causam doenças em humanos ou animais potencialmente letais. Representam risco se disseminados na comunidade e no meio ambiente, podendo se propagar de pessoa a pessoa. Exemplos: Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e principalmente o novo coronavírus.

Classe de risco 4 (alto risco individual e para a comunidade)
Inclui os agentes biológicos com grande poder de transmissão, em especial por via respiratória, ou de transmissão desconhecida. Causam doenças humanas e animais de alta gravidade, com alta capacidade de disseminação na comunidade e no meio ambiente. Esta classe inclui principalmente vírus. Exemplos: vírus Ebola e vírus da varíola.

      Além disso, para manipulação dos micro-organismos pertencentes a cada uma das quatro classes de risco devem ser atendidos alguns requisitos de segurança, de acordo com o nível de contenção necessário. Estes níveis de contenção podem ser denominados como níveis de biossegurança (NB), sendo classificado em ordem crescente, conforme o
grau de proteção proporcionado aos profissionais do laboratório, meio e também à comunidade.

O nível de Biossegurança 1 é o nível de contenção laboratorial que se aplica aos laboratórios de ensino básico, onde são manipulados os micro-organismos pertencentes a classe de risco 1. Não requer nenhuma característica exclusiva, além de um bom planejamento e adoção de boas práticas laboratoriais.

O nível de Biossegurança 2 diz respeito ao laboratório em contenção, onde são manipulados micro-organismos da classe de risco 2. Este nível se aplica a laboratórios clínicos, hospitalares, com níveis primários de diagnóstico, sendo necessário além da adoção de boas práticas, o uso de cabines de segurança biológica e também equipamentos de proteção individual.

O nível de Biossegurança 3 é destinado ao trabalho com micro-organismos da classe de risco 3 ou para manipulação de grandes volumes e altas concentrações de micro-organismos da classe de risco 2. Para este nível de contenção, são requeridos além dos itens referidos no nível 2, construção laboratorial especial. Deve ser mantido um controle rígido quanto a inspeção e manutenção das instalações e equipamentos, além de um bom treinamento para os responsáveis do laboratório e demais integrantes, envolvendo procedimentos de segurança para a manipulação destes micro-organismos.

O nível de Biosseguranca 4 destina-se a manipulação de micro-organismos da classe de risco 4, onda há o mais alto nível de contenção.

      Desde o final de 2019 temos acompanhado o surto de um vírus que ainda não havia se manifestado em humanos, o novo coronavírus, atualmente intitulado de SARS-CoV-2 (síndrome respiratória aguda grave). Trata-se de um vírus pertencente à família Coronaviridae, que tem causado uma infecção respiratória semelhante a um resfriado comum em humanos, a COVID-19, doença denominada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela World Health Organization (WHO), Coronavirus Disease-2019. O SARS-CoV-2 se enquadra como agente biológico classe de risco 3, seguindo a Classificação de Risco dos Agentes Biológicos publicado pelo Ministério da Saúde.

      Com relação ao diagnóstico laboratorial, um método muito eficiente que vem sendo utilizado é baseado em recursos da biologia molecular, trata-se da técnica conhecida como RT-PCR, que pode ser aplicado em diversas áreas de pesquisa e diagnóstico, como também detecção de outros vírus. É um dos tipos de testes para identificação especifica do coronavírus. Esta técnica possui uma boa confiabilidade nos resultados.

      Isso tudo exige laboratórios muito bem equipados e preparados para viabilizar as análises, armazenar amostras, garantir máxima segurança aos envolvidos e ao meio, garantir resultados confiáveis e também facilitar a rotina no laboratório, incluindo desde a organização, como também equipamentos de qualidade, certificados e com manutenções verificadas conforme à necessidade de prevenção e correção.

       A Lutech, como fornecedora de soluções também para este segmento e cenário atual do COVID-19, possui um catálogo específico para garantir proteção durante a manipulação dos materiais e também para garantir a preparação desses materiais.

      Para garantir a segurança (risco biológico) adequada durante a manipulação de quaisquer procedimentos com potencial de geração de aerossóis (como exemplo, o preparo de amostras com frasco aberto), devem sem realizados dentro de cabine de segurança biológica certificada de Classe II. A Lutech é uma indústria especializada na fabricação de equipamentos de proteção coletiva, como as cabines de segurança biológica/biossegurança.

      Dentre os tipos de cabines de segurança biológica classe II, temos a A1, que é projetada para a manipulação de materiais de risco moderado, não sendo recomendado para trabalhos com voláteis, uma vez que a exaustão é feita para o laboratório. Este modelo de cabine funciona com fluxo de ar unidirecional vertical, recirculando 70% e exaurindo 30% do ar filtrado para o laboratório, oferecendo proteção abrangente ao usuário, produto ou processo e ao meio. O modelo A2 é projetado para a manipulação de materiais de risco moderado e que emanem pequenas quantidades de vapores ou materiais voláteis. Este modelo possui fluxo de ar unidirecional vertical, recirculando 70% e exaurindo 30% do ar filtrado para fora do laboratório através de dutos. O modelo B2 é o mais recomendado para os testes do novo coronavírus, justamente pela máxima proteção oferecida por este equipamento para um agente biológico classe de risco 3. Este modelo possui 100% de renovação de ar através do filtro HEPA para fora do ambiente através de dutos. O modelo A2 também é recomendado para esta manipulação (menor quantidade), já o modelo A1 deve levar em consideração alguns fatores, como a quantidade, carga e como será esta manipulação, a fim de garantir um nível de contenção adequado.

      Além desta linha de proteção, também oferecemos solução com a linha de preparo de amostras, purificação e extração de DNA/RNA, em parceria com a IKA, fornecedora de soluções também para o segmento de Life Science. As soluções podem ser divididas por aplicações, envolvendo dosagem de amostras e reagentes, tendo como instrumento micropipetas e ponteiras estéreis com filtros. As micropipetas IKA Pette Vario garantem máxima confiabilidade nos resultados. Para homogeneização das amostras, agitadores como o modelo Vortex 3 da IKA e também o shaker de rolos (Roller 6 ou Roller 10) são produtos caracterizados por uma operação simples e intuitiva, que é perfeita para tarefas de rotina repetitivas, aliada a resultados confiáveis. A IKA oferece o agitador de laboratório perfeito para as tarefas de mistura, contando com funcionalidade, segurança e longa vida útil.

      Para aplicações envolvendo dissolução celular em micro tubos, como o processo de lise celular, o modelo IKA Matrix Orbital atende perfeitamente, misturando, aquecendo e resfriando tudo em um único produto. Este é um modelo de agitador térmico com uma vasta gama de aplicações, podendo ser utilizado para amostras de sangue, agentes farmacêuticos, DNA/RNA ou ensaios ELISA. Sem contaminação cruzada e um excelente resultado de mistura. Para procedimentos que envolvam separações de fases, a purificação e extração de DNA/RNA é um pré-requisito importante para várias análises, como a RT-PCR. As centrífugas IKA G-L e IKA mini G são ideais para todos os tipos de processos de separação, como por exemplo os encontrados na biologia molecular.

Para conhecer melhor esses equipamentos e seus benefícios, não hesite em nos contatar para uma consultoria e auxiliar na identificação do equipamento ideal para a sua aplicação.

Deixe um comentário


Notícias Relacionadas