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11 Mar

Equipamento de proteção coletiva: Risco Químico

Capela de Exaustão é um equipamento de proteção coletiva (EPC) essencial em todos os laboratórios que tenham algum tipo de trabalho com manipulações de produtos químicos tóxicos, vapores agressivos, partículas ou líquidos em quantidades e concentrações perigosas, prejudiciais para à saúde humana. Isso explica a importância no laboratório e a sua obrigatoriedade em todas as manipulações que possam ocasionar uma reação perigosa, como uma digestão, entre outros procedimentos e processos que envolvam calor.

capela atua como uma barreira física entre as reações químicas e o ambiente do laboratório, exaurindo vapores, gases e fumos, oferecendo proteção aos operadores e ao ambiente contra exposição de gases nocivos à saúde humana. A capela de exaustão é considerada um equipamento de segurança que por si só não garante proteção se o operador não estiver familiarizado com as técnicas corretas de uso. Ao utilizar uma capela, deve-se conhecer o funcionamento do equipamento e ser treinado para utilizar corretamente. Um sistema de exaustão inadequado poderá ser pior que a sua inexistência, pois fornece aos usuários um falso sentido de segurança.

Capelas de alta performance são construídas em diferentes formas e materiais de acordo com a sua finalidade, seguindo todas as diretrizes e apresentando excelência na performance e nos quesitos de segurança, resistência e aerodinâmica. Toda construção e design do equipamento pode ser customizado para se adequar as reais necessidades e requisitos específicos do cliente.

performance deve ser verificada periodicamente ou sempre que houver qualquer modificação nas capelas ou no sistema de exaustão do ambiente. É de extrema importância se atentar as atividades do laboratório para evitar qualquer interferência no funcionamento da capela.

Existem inúmeros modelos de capelas de exaustão, como o modelo padrão de uso geral, que tem o princípio da segurança e multifuncionalidade, isto é, um local para manipulação e aplicação de diversos produtos químicos (solventes e ácidos), considerando as suas propriedades agressivas e voláteis. Quando for destinado a utilização dos ácidos perclórico e fluorídrico, torna necessário a utilização de capelas específicasmodelo walk-in, sendo utilizado para equipamentos e vidrarias de grande porte; modelo tampo rebaixado, sendo este modelo mais adequado quando a aplicação exige tampo em altura inferior para suportar equipamentos.

Sempre que for escolher uma capela de exaustão, deve-se levar em consideração qual será o tampo de trabalho e revestimento mais adequado para a aplicação. Esta seleção é fundamental e a decisão é difícil, pois não existe um material específico que resista a tudo, e atenda às necessidades, sejam de resistência química e mecânica, custo ou limpeza, pois cada material possui suas vantagens e desvantagens. Os principais tampos de trabalho que são utilizados no ambiente laboratorial:

-Epóxi – tampo maciço em resina epóxica e substâncias extremamente duras. Boa resistência a uma variedade de ácidos, solventes e álcalis. Boa resistência ao calor e umidade.

-Granito – são rochas formadas por um conjunto de minerais.

-Polipropileno -principalmente quando a capela for destinada à manipulação de ácido fluorídrico;

-Cerâmica anti-ácida – é o material que tem se mostrado como o mais resistente ao ataque dos produtos químicos e calor gerado por chapas aquecedoras. Porém, não deve escolher este material quando a capela for destinada a operações com ácido fluorídrico ou perclórico;

-Aço inoxidável – recomendado sempre o emprego do aço inoxidável AISI 316 quando a capela for somente destinada a operações com solventes, e principalmente ácido perclórico.

-Superfície sólida mineral com polimetilmetacrilato – composto constituído por 2/3 de minerais naturais e 1/3 de resina acrílica. É um material não poroso, antibacteriano, resistente à abrasão e aos impactos nas zonas de uso intenso. Suas juntas são imperceptíveis, permitindo obter peças únicas. Material extremamente versátil, termomoldável e reparável em qualquer situação, de forma imperceptível.

Por fim, é importante levar em consideração a Avaliação das Capelas de Exaustão. Como trata-se de um equipamento de segurança coletiva, o equipamento deve ser calibrado e testado com frequência. Os testes de avaliação devem ser realizados por uma empresa qualificada, com registro no CREA, utilizando instrumentos de medição calibrados. Na avaliação, são realizadas as seguintes verificações:

-Nivel de ruído: medição com decibelímetro do ruído médio em três leituras (ANSI/AIHA Z9.5).

-Nível de iluminação: leitura com luxímetro do nível médio em 9 pontos na superfície de trabalho da capela (EN 12665).

-Velocidade de face: medição com auxílio de anemômetro/termoanemômetro da velocidade média da face aberta da capela, com seis leituras uniformemente distribuídas (ASHRAE 110).

-Teste de fumaça: visualização e registro de fluxo da fumaça por todo o perímetro da abertura, utilizando o gerador de fumaças, onde é verificado se há turbilhonamento (ASHRAE 110).

Desta forma, garantir segurança no laboratório é essencial e vai muito além de normas e recomendações técnicas. Para alcançar níveis elevados de segurança é crucial investir. Ficar atento às medidas de segurança nos laboratórios de química é a única maneira de evitar problemas graves relacionados à saúde e à integridade física dos usuários.


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